Normcore

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Devo confessar que passei um tempo cansada de moda. Cansada de ver as mesmas coisas sendo ditas, usadas e aclamadas. Cansei de ver gente julgando outros por ser diferente e gente julgando a si mesmo por não ser igual. Mas existe algo mais no se vestir do que apenas isso.

Se vestir é uma forma de expressão, uma forma de mostrar quem você é e quem você almeja ser. A roupa é uma expressão de nossos pensamentos, uma manifestação do nosso interior. Outro dia estava reparando em como meus professores se vestem, usando isso como uma metáfora para todo o resto da sociedade. Reparei que professoras de direito civil tendem a se vestir de uma forma mais máscula, ou quem sabe prática, como professores de filosofia ou sociologia se vestem com tecidos simples, roupas menos pomposas que os professores advogados desfilam. É como se usássemos uniformes que retratam nossas profissões, nossos interesses, talvez até nossos hobbies e paixões.

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Por isso achei interessante quando ouvi falar sobre esse novo estilo de se vestir, o Normcore. É um movimento que vai contra o excesso de ter da nossa sociedade. Vai contra o exacerbado, o excesso de acessório e até o de de luxo. Um movimento que busca uma espécie de conforto em não ser nada de mais.

Eu, que fui criada nesse mundo do querer ser (do querer ser bonita, bem sucedida, inteligente) me admiro com um movimento como esse. Um movimento que tira das nossas roupas toda a importância que as foi dada por nós mesmo. Um movimento que busca uma simplicidade no dia-a-dia.

Aceitar o simples pode ser muito mais difícil do que aceitar o exagero. Eu, por exemplo, fui criada para rejeitar a média, a não querer ser mediana, medíocre. Mas e se fossemos? E se não tivesse problema sermos mais um em 7 bilhões? E se pudéssemos nos vestir com calça jeans e camiseta, mesmo estudando direito, ou pior ainda, mesmo sendo juízes e advogados? E se o que vestíssemos não importasse tanto?

Isso claramente não é uma possibilidade no meu mundo e, sendo a apaixonada por moda que sou (mesmo tendo meus períodos de rejeição ao mundo da moda), não sei se gostaria que fosse. Só acho interessante imaginar, por segundos que seja, como tudo poderia ser diferente. normcore

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Uma Breve Reflexão Sobre a Vida

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    Quantas vezes você quis sair da rotina? Jogar tudo pro alto e sair numa aventura?

    Quantas vezes você viu pessoas fazendo o que você queria fazer e nunca conseguiu?

    A vida as vezes nos prende, nos segura em um só lugar e nos faz pensar que aquela é a única possibilidade. A vida as vezes nos esconde possibilidades, ou faz com que muitas coisas pareçam mais difícil do que são.

    Reclamamos da falta de tempo, ou da falta do que fazer, mas nunca paramos para realmente fazer ou mudar. Se não estamos feliz, é tão simples culpar a vida e tão difícil tomar uma atitude e mudar.

    Nós, seres humanos, como espécie, tememos a mudança. O diferente nos assusta e o desconhecido nos paralisa. É mais fácil reclamar do que nos incomoda do que criar coragem e transformar tudo.

    Reclamamos da política, do clima, das nossas relações pessoais, dos nossos amigos, do nosso trabalho, da nossa casa e do trânsito. Reclamamos do nosso peso, da nossa pele, do nosso cabelo, da nossa realidade. Reclamamos da tecnologia tomando conta de nossas vidas, reclamamos do preço da gasolina e das tarifas cobradas pelo banco. Reclamamos de como não temos tempo para terminar de ler aquele livro, ou de assistir aquele filme indicado ao Oscar. Reclamamos da falta de programas bons na TV e de quanto aqueles famosos ganham “sem fazer nada”.

    E ao reclamar nós vamos perdendo nossa habilidade de agir. É como se cada palavra negativa que sai de nossas bocas nos afundasse mais em mais numa espécie de areia movediça. Quanto mais usamos as palavras, menos conseguimos usar nosso corpo, menor e nossa habilidade de tomar uma iniciativa, de dar um passo a frente.

    Falar é mais fácil do que agir.

    Nossos medos, inseguranças, nossas mágoas e invejas, tudo isso nos afunda. Tudo isso nos imobiliza. Somos vítimas de nós mesmos.

    E eu me pergunto como mudar? Como deixar a negatividade de lado e ser positiva? Como sair de dentro da minha própria cabeça e tomar coragem se ser o que eu sempre quis ser? Como tentar e depois ter que lidar com minha própria vitória ou derrota? Porque se não é culpa da vida, a quem poderemos culpar se não a nós mesmos a nossa infelicidade ou descontentamento?

    E se formos felizes?

Geração da Perfeição

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A minha geração tem uma obsessão pela perfeição.

Obsessão essa que nos afeta em todas as partes de nossas vidas.

Temos que ser perfeitamente arrumados, educados, sociáveis, tirar notas perfeitas e ter um currículo perfeito. Nossos quartos devem estar perfeitamente arrumados, nossas roupas perfeitamente passadas e nossas vidas perfeitamente em ordem. Não nos sentimos mais confortáveis com o natural. Homens e mulheres passam horas alisando o cabelo, aparando pêlos e fazendo exercícios. Passamos anos usando aparelho nos dentes ou tomando remédios que diminuem as espinhas e atacam nossa saúde. Vivemos no mundo da estética perfeita e passamos a vida lutando contra a realidade da imperfeição.

Podemos culpar a tecnologia. Culpar o photoshop e a Barbie. Podemos culpar a internet por jogar na nossa cara imagens de pessoas muito mais perfeitas. Podemos culpar as redes sociais por nos mostrar todas as vitórias de nossos amigos, inimigos e conhecidos. Podemos culpar as revistas e mídia em geral que nos apresenta uma meta inalcançável de perfeição. Ou podemos culpar a nós mesmos por nos sujeitarmos a isso.

Ultimamente eu tenho visto, porém, um contrafluxo interessante.

Pessoas exigindo e reconhecendo publicações que não usam mais photoshop. Pessoas que se indignam com o fato dessa ou daquela atriz ter aparecido em uma publicação parecendo outra pessoa. Pessoas que querem ver as imperfeições.

Isso virou manchete quando a Jennifer Lawrence posou para a Dior, quando a Madonna apareceu nua na capa da Interview e quando o Justin Bieber apareceu um tanto diferente na campanha da Calvin Klein e me fez parar para pensar.

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Nós queremos ver as imperfeições não para criticar, mas para nos identificar. Queremos ver a celulite, as rugas e os pneuzinhos para podermos nos sentir bem com nós mesmos.

Minha geração foi criada à luz da perfeição e hoje ela quer entender que a perfeição não existe. Queremos poder mostrar nossos defeitos, nos orgulhar de nossas imperfeições. Queremos poder ser humanos e não bonecos.

Ninguém acorda com o cabelo feito, com a cara arrumada ou fica bem em qualquer tipo de roupa. Ninguém está 100% feliz com o que vê no espelho. Todos somos bonitos do nosso jeito e felizmente não somos todos iguais. Somos todos únicos e especiais e temos de aprender a nos gostar mais.

Eu realmente espero que esse movimento contra o photoshop evolua para algo mais profundo. Que num futuro próximo todos sejam feliz com o que e com quem são.

Mariana Lemos F. de Sá

Ah, o amor! – Uma reflexão

Ah, o amor.

Aquela coisa que nos acompanha desde o nosso nascimento.

O nosso maior objetivo, ou o nosso objetivo maior. Nosso destino final, nossa meta tantas vezes inatingível, nossa utopia e nossa realidade… Ah, o amor…

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Nosso primeiro contato com ele vem dos nossos pais e família, aqueles que nos amam incondicionalmente. Aqueles que aguentam nossa birra, compreendem nosso mau humor. Nosso primeiro amor é fácil e eterno. Não é chama que queima com a intensidade da paixão, não é fogo nem é arrebatador, mas nos preenche e nos dá objetivo. É o amor que nos mostra o mundo e nos faz amar a vida. É o amor que nos ensina a dar as primeiras risadas e os primeiros passos. É um amor educacional, um amor puro, profundo e verdadeiro. Mas chega uma hora em que, infelizmente, ele não é mais suficiente.

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E é ai que nossos problemas começam: na nossa infância. Aqueles filmes da Disney retratam uma forma de amor que gruda nas nossas mentes e que nos acompanha (pelo menos a nós mulheres) pelo resto de nossas vidas. E o problema é nosso. Nós que nos apaixonamos cegamente por aquele amor. É por isso que nunca nos desapegamos. A gente ama imaginar que um príncipe lindo vai vir (preferencialmente montado em seu cavalo branco), vai nos salvar de todo o mal e vai se apaixonar por nós. E o mais incrível: nós vamos nos apaixonar por ele. É um universo inimaginável onde a mulher é frágil, indefesa, inacreditavelmente amável (afinal, até os passarinhos se derretem quando ela começa a cantar) e é uma mulher que gosta do homem bonzinho.

Porque na realidade a mulher gosta é “daquele cafajeste”. Aquele cara que não está nem aí para ela e que tem outras mulheres correndo atrás. A mulher tem um instinto animal de gostar do macho alfa, daquele que ela tem de disputar para ter. E o macho alfa tem um instinto animal de se deixar ser disputado, de não se comprometer com nenhuma das pretendentes e deixar que a seleção natural decida qual é a fêmea certa para ele. Se é que existe uma, porque muitos machos alfas insistem em renegar a monogamia.

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E aí entra os filmes da nossa adolescência e vida adulta. Aquelas porcarias de comedias românticas holliwoodianas que mostram aquele cara (lindo, eles são sempre lindos) com problemas de confiança, com nenhuma vontade de ter um relacionamento e que se apaixonam loucamente por uma mocinha. A mocinha é linda também, mas ela não sabe disso. Ela não vai pra academia, enche a cara de chocolate (diferentemente da atriz, que vive de alface há muitos anos). Ela é tão normal que nos identificamos com ela, entramos naquele ilusão de que podia ser a gente ali. E o casal da historinha passa momentos difíceis, se separam quase e no final do filme o cara muda completamente, amadurece em dias, vira o príncipe encantado e eles se entendem. O final feliz perfeito.

Ele nunca conhece outra, ele nunca desiste da mocinha, porque o amor que se originou daquele encontro é incondicional. Sim, os filmes nos ensinam que a paixão é um amor incondicional, um amor que nunca se transforma em rancor (apesar de as vezes se fantasiar).

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E ai estamos nós aqui, na vida real, onde ninguém é perfeito, ninguém acorda de maquiagem ou sai do banho com o cabelo impecável. A triste realidade, onde amor incondicional é amor de mãe. Onde o cara pode sim desistir de você e ir atrás de outra. Onde o final muitas vezes não é feliz.

Nós procuramos um amor, mas o que eu aconselho a todos é saber qual amor está procurando. Não corra atras do amor inatingível e de faz de conta. Corra atras do amor verdadeiro. Do amor que passa por todas as imperfeições da vida e do ser humano. Ame, mas ame de verdade. Não ame na sua cabeça, não ame um ideal imaginário, não idealize sua criatura amada. Ame com os defeitos, ame com as falhas, ame outro ser humano. Porque o amor é sim fundamental para nós, mas ele precisa ser verdadeiro.

Mariana Lemos F Sá

Orgulho de Ser Brasileira

Eu sempre tive um problema com a minha “brasilidade”. Sempre achei a bandeira do Brasil meio brega (enquanto era apaixonada pela grã bretanha), me recusava a admitir que gostava de pagode, sertanejo, axé e funk, sempre olhei para as festas tipicamente brasileiras e simplesmente não me identificava. Tem algo na “burguesia” brasileira que fala que somos mais europeus que brasileiros, mas não consigo mais ver sentido nisso.

Depois de viver tantas culturas, de ver tantos povos, a maior consideração que  eu posso tirar é meu orgulho de ser brasileiro.

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Tem quem diga que brasileiro é alto, barulhento, folgado. Eu digo que a nossa cultura é linda.

A gente se ajuda, a gente se gosta, a gente é aberto para novas amizades (sim, até os curitibanos), a gente é aberto para nossa família e para que novas pessoas entrem pra família. Brasileiro gosta de festa sim e isso pode até significar um ano que só começa depois do carnaval, mas o que há de errado nisso? O brasileiro é feliz. Felicidade na nossa cultura é fundamental.

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Então, nesse verão, eu vou ser brasileira.

Eu vou usar marcas brasileiras, eu vou usar crochê, eu vou usar shorts curto e biquini pequeno.

Eu vou conversar com estranhos na rua, virar melhor amiga daquela menina que acabei de conhecer, chamar minhas melhores amigas de irmãs, de minha família. Eu vou sambar, vou dançar axé, me acabar no sertanejo. Eu vou curtir minha cultura com todos os defeitos e qualidades.

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Eu vou assistir futvolei na praia, vou pular no mar, vou tomar água de coco na fruta, vou pegar sol na piscina. Vou falar porrrrrrta aberrrrrta e me orgulhar do meu sotaque, que é parte da minha cultura, parte de quem eu sou.

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Eu sou brasileira e me orgulho muito disso.

Nós somos o país do futbol, do carnaval, da diversão, da família, do amor, da amizade, da fé, da esperança.

Nossa cultura é linda e eu vou mergulhar em cada pedacinho dela.

Graças a Deus, eu sou brasileira.

Mariana Lemos F Sá

Do Outro Lado Do Continente

Como muitos sabem, eu tirei um semestre sabático para aperfeiçoar meu inglês. Traduzindo para o que realmente está acontecendo: vou passar 3 meses em Boston!

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A casa onde estou fica na praia, com mais ou menos 30 minutos de distância da parte central de Boston. É um lugar tão interessante. As casas são todas com cara de casa de praia americana dos anos 60, parece que a região inteira parou no tempo.

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A casa em si é meio fabricada, com pedras colocadas debaixo da areia para afastar o mar, mas é tão agradável quanto qualquer praia. Não tem nada mais relaxante do que cheiro e barulho de mar.
As pessoas são de todos os cantos do mundo (apesar de não ter conhecido nenhum brasileiro até agora).

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E o verão… Bem o verão é lindo como sempre é: céu azul, gente animada e barulho na rua.

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Então esse é só um alô aqui do outro lado do continente – avisando vocês que os meus posts serão um tanto quanto diferentes nos próximos meses e provavelmente não tão frequentes. Mas estarei aqui, com várias informações, quem sabe algumas dicas e certamente muitas curiosidades sobre minhas aventuras americanas.
Beijos, Mari Lemos.

Comprando Online!!

Se tem uma coisa que todo brasileiro ama reclamar são os altos preços de tudo. Culpe os impostos, culpe os comerciantes – que gostam de exagerar a margem de lucro – todo mundo sabe que preços abusivos são normais. E aí a gente faz o que pode, como ir até o Paraguai/Argentina fazer umas comprinhas de vez em quando ou aproveitar nossas viagens internacionais e trazer bem mais do que precisamos. Mas ultimamente eu tenho ouvido muita gente mencionando compras online.

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A primeira vez que eu ouvi alguém do mundo real falando em comprar roupas online foi uma menina que estava usando um óculos lindo, que eu obviamente elogiei. A conversa foi mais ou menos assim:

— Que lindo seu óculos! Onde você comprou?

— No Ebay!!

— Serio?

Eu achava ridícula a ideia de comprar coisas sem experimentar. E se não ficasse bom? Além disso pensa em todos os riscos! Eu definitivamente já tinha visto notícias o suficiente de gente que colocava os dados do cartão em algum site e tinha sua conta esvaziada. Mas a curiosidade bateu mais forte e eu acabei entrando no ebay. Eu acabei fazendo uma conta no PayPal (que – depois de algumas pesquisas – parecia seguro o suficiente) e acabei pedindo 2 óculos. Nem um dos dois custou mais que R$ 10,00 – era uma pechincha!

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Quando eles chegaram – verdade seja dita, quase 2 meses depois – eu surtei. Eles eram lindos, perfeitos e com mais qualidade do que muitos óculos vendidos aqui por muito mais dinheiro. E assim surgiu uma paixão.

Agora eu tenho algumas regras.

1. Eu nunca compro nada que eu realmente precise. Os produtos que eu costumo comprar vem de algum lugar do outro lado do mundo, então eu preciso de paciência.

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2. Eu nunca compro nada extremamente caro. Chame precaução, mas eu sinto que se algo não chegar eu vou me sentir bem melhor de não ter perdido muito dinheiro. Mesma coisa no caso de a qualidade não ser a melhor. Se você comprou um vestido por R$ 15 e ele tem um fio solto, é quase que esperado. Se você gastou R$ 50, pode ser mais decepcionante.1...........
3. Eu só compro em sites confiáveis – sites grandes, que ganham dinheiro pela quantidade de venda que fazem e que não correriam o risco de sujar sua reputação em fazer esquemas. No caso Ebay, preste atenção no vendedor. Não custa nada gastar algum tempo lendo as opiniões. As vezes elas ajudam até a entender a qualidade do produto. 1..
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Seja como for, compre no Ebay, no AliExpress ou em alguma loja online que a sua amiga recomendou, eu sugiro que se divirta. O mundo das compras online é relativamente novo e agora é hora de explorá-lo. Quem sabe um dia não iremos mais frequentar as lojas físicas, quem sabe tudo vai ser pela internet?