Uma Breve Reflexão Sobre a Vida

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    Quantas vezes você quis sair da rotina? Jogar tudo pro alto e sair numa aventura?

    Quantas vezes você viu pessoas fazendo o que você queria fazer e nunca conseguiu?

    A vida as vezes nos prende, nos segura em um só lugar e nos faz pensar que aquela é a única possibilidade. A vida as vezes nos esconde possibilidades, ou faz com que muitas coisas pareçam mais difícil do que são.

    Reclamamos da falta de tempo, ou da falta do que fazer, mas nunca paramos para realmente fazer ou mudar. Se não estamos feliz, é tão simples culpar a vida e tão difícil tomar uma atitude e mudar.

    Nós, seres humanos, como espécie, tememos a mudança. O diferente nos assusta e o desconhecido nos paralisa. É mais fácil reclamar do que nos incomoda do que criar coragem e transformar tudo.

    Reclamamos da política, do clima, das nossas relações pessoais, dos nossos amigos, do nosso trabalho, da nossa casa e do trânsito. Reclamamos do nosso peso, da nossa pele, do nosso cabelo, da nossa realidade. Reclamamos da tecnologia tomando conta de nossas vidas, reclamamos do preço da gasolina e das tarifas cobradas pelo banco. Reclamamos de como não temos tempo para terminar de ler aquele livro, ou de assistir aquele filme indicado ao Oscar. Reclamamos da falta de programas bons na TV e de quanto aqueles famosos ganham “sem fazer nada”.

    E ao reclamar nós vamos perdendo nossa habilidade de agir. É como se cada palavra negativa que sai de nossas bocas nos afundasse mais em mais numa espécie de areia movediça. Quanto mais usamos as palavras, menos conseguimos usar nosso corpo, menor e nossa habilidade de tomar uma iniciativa, de dar um passo a frente.

    Falar é mais fácil do que agir.

    Nossos medos, inseguranças, nossas mágoas e invejas, tudo isso nos afunda. Tudo isso nos imobiliza. Somos vítimas de nós mesmos.

    E eu me pergunto como mudar? Como deixar a negatividade de lado e ser positiva? Como sair de dentro da minha própria cabeça e tomar coragem se ser o que eu sempre quis ser? Como tentar e depois ter que lidar com minha própria vitória ou derrota? Porque se não é culpa da vida, a quem poderemos culpar se não a nós mesmos a nossa infelicidade ou descontentamento?

    E se formos felizes?

Geração da Perfeição

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A minha geração tem uma obsessão pela perfeição.

Obsessão essa que nos afeta em todas as partes de nossas vidas.

Temos que ser perfeitamente arrumados, educados, sociáveis, tirar notas perfeitas e ter um currículo perfeito. Nossos quartos devem estar perfeitamente arrumados, nossas roupas perfeitamente passadas e nossas vidas perfeitamente em ordem. Não nos sentimos mais confortáveis com o natural. Homens e mulheres passam horas alisando o cabelo, aparando pêlos e fazendo exercícios. Passamos anos usando aparelho nos dentes ou tomando remédios que diminuem as espinhas e atacam nossa saúde. Vivemos no mundo da estética perfeita e passamos a vida lutando contra a realidade da imperfeição.

Podemos culpar a tecnologia. Culpar o photoshop e a Barbie. Podemos culpar a internet por jogar na nossa cara imagens de pessoas muito mais perfeitas. Podemos culpar as redes sociais por nos mostrar todas as vitórias de nossos amigos, inimigos e conhecidos. Podemos culpar as revistas e mídia em geral que nos apresenta uma meta inalcançável de perfeição. Ou podemos culpar a nós mesmos por nos sujeitarmos a isso.

Ultimamente eu tenho visto, porém, um contrafluxo interessante.

Pessoas exigindo e reconhecendo publicações que não usam mais photoshop. Pessoas que se indignam com o fato dessa ou daquela atriz ter aparecido em uma publicação parecendo outra pessoa. Pessoas que querem ver as imperfeições.

Isso virou manchete quando a Jennifer Lawrence posou para a Dior, quando a Madonna apareceu nua na capa da Interview e quando o Justin Bieber apareceu um tanto diferente na campanha da Calvin Klein e me fez parar para pensar.

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Nós queremos ver as imperfeições não para criticar, mas para nos identificar. Queremos ver a celulite, as rugas e os pneuzinhos para podermos nos sentir bem com nós mesmos.

Minha geração foi criada à luz da perfeição e hoje ela quer entender que a perfeição não existe. Queremos poder mostrar nossos defeitos, nos orgulhar de nossas imperfeições. Queremos poder ser humanos e não bonecos.

Ninguém acorda com o cabelo feito, com a cara arrumada ou fica bem em qualquer tipo de roupa. Ninguém está 100% feliz com o que vê no espelho. Todos somos bonitos do nosso jeito e felizmente não somos todos iguais. Somos todos únicos e especiais e temos de aprender a nos gostar mais.

Eu realmente espero que esse movimento contra o photoshop evolua para algo mais profundo. Que num futuro próximo todos sejam feliz com o que e com quem são.

Mariana Lemos F. de Sá